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14 de abril de 2011

educação é saída para combate ao crack


O psiquiatra Pablo Roig, especialista em dependência química, especula que existem hoje, no Brasil, cerca de 1,2 milhão de usuários de crack e que, em média, as pessoas se viciam por volta dos 13 anos de idade, dados baseados no censo do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, apresentados por Roig esta semana, na cerimônia de lançamento da Frente Parlamentar Mista de Combate ao Crack, na Câmara dos Deputados. E a droga é a porta de entrada para uma vida de crimes. Especialistas dizem que são gastos pelos países entre 0,5% e 1,3% do PIB - Produto Interno Bruto, com o combate e tratamento ao uso de drogas.

No nosso tempo de criança, aos 13 anos nós estudávamos e trabalhávamos, ajudando os nossos pais e não tínhamos tempo - nem autorização deles - para perambularmos pelas ruas como tanto se vê nas cidades. A partir do momento que as mães assumem a responsabilidade, o dever, de oferecerem educação e bons exemplos aos seus filhos, a probabilidade de envolvimento deles com drogas e violência é mínima. Crianças e adolescentes alcançados pelo tráfico, em geral, vivem em situação de abandono afetivo e moral por suas famílias, quase todas desestruturadas; muitas mães sequer o nome de um pai dão aos seus filhos.

Antes de campanhas contra o consumo de drogas, deveria investir-se mais no preparo das mães para a função mais nobre, mais importante de suas vidas, começando por apelos incisivos à diminuição da taxa de fecundidade e a supressão gradativa de benefícios governamentais às famílias que, a partir de determinada data, gerassem mais de um 'filho por mulher' (essa expressão é técnica e não tem caráter sexista). Muitas outras práticas devem ser adotadas.

As redes de televisão, os jornais, as revistas, as emissoras de rádio e outras formas de difusão de informações poderiam usar parte do tempo e espaço que (muitas delas) usam para nos encher de inutilidades, para fazerem campanhas educativas em prol do restabelecimento da família. Mas algumas preferem enaltecer o sexo casual e outras 'formas de amar'. Triste. Como consequência de toda essa influência, temos uma sociedade doente, viciada. Há inclusive crianças que começam a usar drogas ao verem os pais se drogarem.

Longe de querer pregar qualquer moralismo religioso, acredito que a estrutura familiar sempre foi, é, e continuará sendo ainda por muito tempo a primeira e mais importante influência que uma criança recebe. O núcleo familiar é a fonte de padrões de comportamento que serão copiados pelo ser em formação.

Desconheço existir algum estudo a respeito, mas em minha experiência como profissional da segurança, observo um apoio por vezes velado e noutras explícito de mães de menores envolvidos em crimes  às atitudes repreensíveis de seus rebentos. Algumas chegam a negar que seus filhos tenham praticado atos que ocorreram em suas próprias presenças.

A redução de consumo de crack e outras drogas só será obtida através da educação.


MEUS AGRADECIMENTOS AOS BLOGS

Sentinelas do Apodi
Toxina 1
Estudantes do RN
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e a todos os demais que divulguem esta idéia

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