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8 de junho de 2011

Vem aí a primeira usina verde do país

A notícia já é velha, mas começa a ganhar importância agora, com o lançamento da licitação pela prefeitura de São Bernardo do Campo (estado de São Paulo) para a instalação de uma usina de geração de energia a partir da queima de lixo, a primeira do Brasil. 

esboço da Usina Verde de SBC (Foto: divulgação)

A geradora termelétrica apelidada de Usina Verde deve ter capacidade de produzir até 30 MW/h (Mega Watts por hora) de eletricidade e poderá atender cerca de 300 mil pessoas. As cinzas resultantes da queima também deverão ser aproveitados como matéria prima na produção de asfalto.

Orçado inicialmente em 220 milhões de reais, o projeto para o "Sistema de Processamento e Reaproveitamento de Resíduos" (SPAR), integrado à "Usina de Recuperação de Energia" (URE) já havia sido anunciado oficialmente pelo prefeito Luiz Marinho (PT) em julho de 2010 e prevê também a ampliação do percentual de  reciclagem do lixo dos 1% atuais para algo em torno de 10%, tendo como suporte uma rede de Ecopontos e pontos de entrega voluntária de materiais recicláveis, bugigangas e pequenos volumes de resíduos de construção civil.

A Usina Verde eliminará a preocupação com os subprodutos da decomposição do lixo, como o chorume, que contamina o solo e as águas superficiais ou subterrâneas, o gás metano, que polui o ar 21 vezes mais que o monóxido de Carbono, o mau cheio, a contaminação de pessoas, plantas e animais com doenças,  além da necessidade de espaços adequados para acondicionamento das 650 toneladas geradas diariamente no município, entre outros problemas afins.

SÃO BERNARDO CUIDANDO DO MEIO AMBIENTE 
 cartilha de educação ambiental do município

São Bernardo do Campo tem demonstrado preocupação com o meio ambiente, com projetos como a cartilha "O Meio Ambiente Onde Vivemos" (imagem acima), que você pode baixar em formato PDF do site da prefeitura; o "Bairro Ecológico", integrando a comunidade na limpeza, conservação e recuperação de arborização viária; o "Floresta Urbana", voltado à recuperação e manutenção vegetal de ambientes maiores como praças, margens de córregos, barrancos e canteiros de avenidas e o "Compensação Ambiental", que combina o plantio de mudas para compensar degradações com a educação ambiental, mobilizando crianças para as atividades ecológicas (foto).

crianças participam do projeto de compensação ambiental (Foto: divulgação)

Pena o governo estadual  não ter a mesma preocupação com o lugar onde vivemos. Se algo positivo é feito no estado, é sempre por conta e risco de pessoas, empresas, ongs, prefeituras... No que depender do tucano-mor lá no Palácio dos Bandeirantes, a única ação será enterrar (ou afogar) alguns milhões de reais em nome do meio ambiente.

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