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12 de janeiro de 2013

Mudas de árvores grátis em São Paulo

A cidade de São Paulo oferece gratuitamente aos seus moradores uma grande variedade de mudas de árvores para serem plantadas em calçadas ou quintais, basta comparecer a um dos parque municipais que constam na lista no final desta página, preencher um pequeno questionário, assinar um termo de responsabilidade e levar uma planta para casa.

As perguntas são bem simples e tem como objetivo ajudar o cidadão na definição da espécie mais indicada para a sua calçada e orientá-lo sobre detalhes técnicos do plantio, para garantir condições de desenvolvimento para a árvore e segurança para quem usa a rua.

Florada da Quaresmeira (Foto: site árvores do Brasil)

10 de janeiro de 2013

Estimule seus sentidos na trilha do silêncio

Pertinho da cidade de São Paulo, no PEJAR - Parque Estadual do Jaraguá, crianças, idosos e até deficientes físicos e visuais podem desfrutar do contato com a natureza em uma trilha plana e curta, bastante fácil de ser percorrida, fugindo da vida agitada da metrópole, em contato com sons e cheiros da natureza, vegetação nativa da Mata Atlântica e pequenos animais silvestres.


A trilha possui alguns trechos em terra e outros em tablados de madeira, com corrimão e possui sinalização indicativa das informações mais importantes, inclusive em braile e seu percurso total, ida e volta, é de 828 metros. 

Uma atividade interessante na Trilha do Silêncio é parar em meio à natureza, fechar os olhos e não emitir nenhum ruído e deixar-se ser tomado pelo aroma das plantas, pelo barulho gostoso do farfalhar das folhas ao sabor do vento e o canto dos pássaros que ali fazem sua morada. 

Para curtir a Trilha do Silêncio não é obrigatória a contratação de guia do Parque, mas crianças e pessoas com algum tipo de limitação precisam estar acompanhadas por responsáveis, para garantir a sua segurança. Também é interessante obter o apoio de monitores especializados, porque estes podem transmitir informações relevantes e precisas sobre a fauna e a flora locais. 


DICAS PARA QUEM VAI AO PARQUE 

Caminhar na Trilha do Silêncio não requer grande esforço e nem equipamentos especiais, já que ela é plana e muito bem conservada e sinalizada, mas alguns cuidados são indispensáveis em qualquer aventura ao ar livre: 

- leve água, suco ou isotônico à vontade, para beber e manter a hidratação; 

- leve frutas para comer, ou barras de cereais ou bolachas e caso escolha levar um lanche, não coloque maionese, frios, patês e outros ingredientes que possam estragar e lhe fazer mal; 

- leve uma sacolinha para colocar o lixo pessoal ou do grupo; 

- jamais jogue ao chão nem mesmo um papel de bala; 

- leve os seus remédios que for precisar tomar: quem faz uso de medicação frequente deve levar os medicamentos que usa e avisar os líderes do grupo; 

- problemas de saúde que possam interferir na atividade e na alimentação também devem ser informados; 

- use protetor solar, mesmo que esteja nublado; 

- é bom levar repelente para insetos; 

- vista roupas leves e confortáveis, adequadas à temperatura do dia – lembre-se que você está em um parque ecológico e não em um shopping; 


- use calçado com sola de boa aderência e fechado (tênis, sapato), nunca use chinelos e sandálias que não se prendam ao pé e nem calçados com saltos altos; 

- use roupas de cores claras, para causar o mínimo impacto no ambiente, não perturbando os animais do Parque, o mesmo é válido para bolsas, mochilas, calçados, chapéus, etc; 

- use um boné, chapéu ou óculos de sol para proteger os olhos; 

- o seu celular deve permanecer no modo vibratório, para não interferir no silêncio da mata; 

- é recomendável levar mochila ou bolsa presa às costas, mantendo as mãos livres para tocar  as folhas (faça com suavidade, não as arranque) e segurar-se caso necessário; 

- é altamente recomendável levar uma pequena porção de papel higiênico; 

- é interessante levar também uma toalhinha de mão, algumas folhas de papel toalha ou similar; 

- não use cigarros ou qualquer outro fumígero; 

- não use bebidas alcoólicas e outras drogas; 

- não leve objetos de valor ou grandes quantias em dinheiro; 

- se o tempo estiver chuvoso, leve uma capa de chuva para se proteger; 

- caso o piso esteja molhado ou coberto com muitas folhas de árvores, segure sempre o corrimão para andar; 

- não use aparelhos que emitam som (inclusive celulares, que devem permanecer no modo vibratório), mesmo que com fones de ouvido, afinal, um dos objetivos do passeio é ouvir os sons da natureza; 

- não pegue animais silvestres, eles podem transmitir doenças; 

- não dê nenhum tipo de alimento aos animais do Parque

- não toque em plantas que não conheça, senão se orientado pelo guia, pois podem causar alergias; 

- não pegue nada do Parque: nem mesmo folhas, flores, pedras, etc.; 

- fotografe e filme à vontade, mas sempre respeitando a privacidade dos demais presentes; 

- não corra; 

- não grite e nem assovie e converse apenas o necessário – mantenha o silêncio para ouvir ops sons da natureza e as orientações do seu guia; 

- não suba nos corrimãos, cercas, muros e outras barreiras, nem em placas, monumentos e outras construções; 

- não saia da trilha demarcada, jamais; 

- não se afaste do grupo e siga as instruções do seu guia ou orientador; 

- não deixe crianças londe de onde possa vê-las; 

- não entre em riachos, lagos, tanques, fontes ou qualquer outro local com água, em nenhuma hipótese. 

Caso ocorra algum imprevisto, como o surgimento de algum animal na trilha ou algum pequeno acidente, mantenha a calma e não se afaste do grupo, seguindo as orientações dos guias e demais funcionários do Parque ou líderes do grupo. 

O Parque Estadual do Jaraguá fica na Rua Antonio Cardoso Nogueira, 539, com acesso pelo Km 18 da Rodovia Anhanguera (pela Av. Jornalista Paulo Zing – Estrada Turística do Jaraguá), o horário para visitação da Trilha do Silêncio é das 09h00 às 16h30min, com limite de 45 pessoas por vez. 

Pode-se agendar previamente a visita monitorada através do telefone (11) 3945 4532, pessoalmente na administração do PEJAR ou pelo email pe.jaragua@fflorestal.sp.gov.br.


por Paulo Lopes
imagens e informações do site da Secretaria Estadual do Meio Ambiente

9 de janeiro de 2013

Compostagem doméstica de lixo

O jardim que você tem em sua casa pode ficar ainda mais bonito se você fertilizar a terra com a aplicação de composto orgânico, que pode ser feito em casa, com sobres de alimentos, cascas de frutas, folhas das próprias plantas do jardim e outros resíduos orgânicos.

A compostagem é a transformação de resíduos orgânicos em adubo de qualidade superior à daqueles industrializados. O processo quando feito corretamente não exala mau cheiro nem atrai insetos e é seguro.

Mais de metade das sobras do que você consome pode ser transformado em adubo pela compostagem, diminuindo a quantidade dos resíduos que vão para os aterros sanitários, aumentando a sua vida útil.


imagem extraída do livreto descrito adiante 


O QUE PODE SER COMPOSTADO

De acordo com publicações de conteúdo confiável sobre o assunto, especialmente o livreto "Compostagem doméstica de lixo" elaborado em 2002 pelo Fundacentro / Unesp de Bauru em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego e disponível para download na nossa estante virtual, podem ser compostados resíduos como:
  • restos de legumes, verduras e frutas e outros alimentos
  • filtros e borra de café e saquinhos de chá
  • cascas de ovos
  • galhos de poda (menos de plantas doentes)
  • palha de milho, restos de grama, folhas e flores
  • galhos e cascas de árvores (menos de plantas doentes)
  • guardanapos e toalhas de papel
  • caixinhas de ovos
  • penas e fios de cabelo
O QUE NÃO DEVE SER COMPOSTADO

Por razões de higiene e segurança, não se deve compostar restos de carne, peixe, gordura e queijo, plantas doentes e ervas daninhas, couro e tecidos e restos de produtos químicos, incluindo produtos de limpeza, cinzas e pontas de cigarros, cinzas e carvão de churrasqueira, resíduos do aspirador de pó, fezes de animais domésticos, papel higiênico, fraldas e absorventes íntimos, madeiras tratadas.

E atenção: o processo de decomposição dos orgânicos envolve reações físicas, químicas e biológicas e a composteira, podendo ultrapassar os 60º Celsius de temperatura, portanto o dispositivo usado para acondicionar a mistura deve ser resistente ao calor e permanecer em local arejado e longe de materiais inflamáveis e do fogo. Recomendamos que você leia atentamente sobre o controle de temperatura.


OUTROS TIPOS DE RESÍDUOS DOMÉSTICOS

Não deixe de separar e de colocar no local adequado para coleta o seu lixo reciclável, aquele que você já sabe: jornais e revistas, vidros, plástico, latinhas de comida e bebida, etc. Se você precisar se livrar de móveis velhos e outros trecos de madeira, couro ou materiais do gênero, verifique se o seu município conta com serviço cata-bugiganga, não coloque junto com o lixo comum.

O óleo de cozinha nunca deve ser despejado na pia, porque contamina a água dos rios, ele deve ser colocado em frascos bem fechados e entregue em ecopontos, encaminhado para alguma entidade ou empresa que o reaproveite, se a prefeitura não fizer a coleta, ou ser usado para fazer sabão e outras coisas úteis.

Normalmente você encontra caixas de coleta de pilhas e baterias em lojas de celulares e alguns supermercados e de medicamentos em farmácias e postos de saúde. Breve voltaremos ao assunto.

8 de janeiro de 2013

Cartilha proteção contra raios

Você já pode baixar de nosso arquivo a cartilha educativa "Proteção contra raios" elaborada pelo INPE, um material fácil e gostoso de ler, muito bem ilustrado e que mostra como as descargas atmosféricas podem ser perigosas, o que fazer para se proteger de acidentes e principalmente o que nunca deve ser feito.

Recomendamos especialmente para os pais e professores, que podem usar a cartilha em atividades lúdicas e educativas e debater o assunto com seus filhos e alunos.

Clique aqui ou na imagem da capa da cartilha para baixar o arquivo no formato PDF, também disponível no site do INPE.

Assuntos relacionados: Verão exige cuidado com os raios.

O paraíso fica no litoral Sul

Praia limpa e sem tumulto em Ilha Comprida (Foto: Vinícius Fonseca)

O ecoturismo oferece opções para os mais variados gostos e preparos físicos no litoral Sul de São Paulo, desde a observação de pássaros ou simples caminhadas por praias paradisíacas e quase desertas, até a prática de surf, e outras atividades como banhos de cachoeira e piscinas naturais, pesca e passeios de barco.

A região que abrange os municípios de Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Iguape, Ilha Comprida e Cananéia e abriga a Estação Ecológica Juréia-Itatins tem uma vasta extensão de Mata Atlântica preservada, abrigando plantas e animais de rara beleza. Prato cheio para quem quer sossego.

Ilha do Cardoso (Foto do site Trilhas de São Paulo / Divulgação)

COMO CHEGAR NESSE PARAÍSO

Para chegar ao pedacinho mais próximo do paraíso indo da capital paulista, você deve usar as rodovias Anchieta ou Imigrantes e já na baixada acessar a rodovia Padre Manoel da Nóbrega, sempre atentando à sinalização que nem sempre é boa. De São Paulo até Mongaguá são 88 quilômetros, 112 até Itanhaém e 140 até Peruíbe.

Se você for de carro, faça uma boa revisão do veículo, compre protetor solar e repelente de mosquitos e boa viagem e prepare o seu bolso para o pedágio, pois de acordo com publicação datada do último dia 5 no site do Governo do Estado, a tarifa está em R$ 21,20 para carros de passeio.

Já o pedacinho mais distante desse oásis de paz  pode ser acessado pela rodovia Regis Bittencourt. São 200 quilômetros até Iguape, com um pedágio de R$ 3,60 (rodovia federal é bem mais barata) e para ir a Ilha Comprida, a 212 quilômetros da capital, ou a Cananéia, distante 260 quilômetros, você deverá procurar pelos acessos a outras rodovias enquanto estiver na Régis e gastar outros R$ 5,40 em pedágio.


Paz e harmonia com a natureza em Iguape (Foto: Vinícius Fonseca)
PARA IR DE ÔNIBUS

Ainda de acordo com o site oficial, os ônibus regulares para todas essas cidades partem do Terminal Jabaquara e os preços das passagens estão listados abaixo.

  • Mongaguá - ida: R$ 27,90 - volta: R$ 25,80
  • Itanhaém - ida: R$ 31,80 - volta: R$ 29,70
  • Peruíbe - ida: R$ 38,15 - volta: R$ 36,05
  • Iguape - ida: R$ 51,90 - volta: R$ 51,90
  • Ilha Comprida - ida: R$ 53,50 - volta: R$ 53,50
  • Cananéia - ida: R$ 55,60 - volta: R$ 55,60
Informações e imagens: Portal do Governo do Estado / Ambiente SP / Trilhas de São Paulo

7 de janeiro de 2013

Quem preserva pode ganhar dinheiro

O proprietário de terras rurais que preservar vegetação nativa poderá ganhar dinheiro com a venda e compra de Cotas de Reserva Ambiental Futura, negociados na Bolsa Verde do Rio de Janeiro, sem dúvida um forte estímulo à manutenção de florestas.

A BVRio foi criada há aproximadamente um ano e começou a operar no início de dezembro, com a proposta de conciliar o desenvolvimento social e econômico com a defesa do meio ambiente e favorecer o cumprimento de leis ambientais.

Veja nos quadros abaixo, extraídos do site da BVRio, quais os tipos de negociação que já são possíveis. A Bolsa estuda para breve a comercialização de Créditos de Reciclagem e Logística Reversa de Resíduos Sólidos e outros ativos.

Cotas – são direitos de realizar um impacto ambiental (ex. cotas ou permissões de emissão de gases de efeito estufa). As cotas (ou permissões) são em geral alocadas pelo poder público (agências regulatórias ou outros entes governamentais), de modo a limitar o impacto ambiental de determinadas atividades. O sistema de cotas negociáveis (conhecido como "Cap & Trade System") é em vários casos o meio mais eficaz de se atingir os objetivos públicos de redução de impactos ambientais.Créditos – são certificados que representam um impacto ambiental positivo resultante de uma atividade realizada de modo voluntário (ex.: redução de emissão de gases de efeito estufa, reciclagem, excedente de reserva legal, eficiência energética, energia renovável). Os Créditos podem ser usados para compensar um impacto ambiental negativo, seja de modo voluntário, seja para o cumprimento de leis ambientais. Em alguns casos, podem ter conversibilidade com Cotas de Sistemas de Cap & Trade (por exemplo, no caso de créditos de carbono).


Floresta amazônica ao Norte de Manaus (Foto de NASA LBA-ECO Project)

Verão exige cuidado com os raios

É comum chover nas tardes quentes do verão e os banhistas devem estar atentos, saindo da água e da faixa aberta de praia e procurando um abrigo em lugar fechado antes da chuva começar, pois é muito alto o risco de serem atingidos por raios. Piscinas, e toboáguas também oferecem um risco alto de acidente.

O mesmo vale para os praticantes de esportes radicais que se aventuram por rios, cachoeiras e trilhas em matas e montanhas, que devem pelo menos se proteger dentro de veículos totalmente fechados durante a chuva.

Foto: Shutterstock/Terra


CAMPANHA DA DEFESA CIVIL

A Defesa Civil do Estado de São Paulo faz campanha especialmente na faixa litorânea para que as pessoas se protejam dos raios, muito comuns nesta época, advertindo que todos os anos acontecem centenas de incidentes provocados por descargas elétricas da atmosfera, resultando inclusive em mortes.


O diretor do Núcleo de Gerenciamento de Emergência, tenente Marcelo Kamada, orienta que a pessoa que presenciar um acidente do tipo deve informar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. Os Bombeiros possuem treinamento especializado para socorrer as vítimas.
"Nós desenvolvemos campanhas preventivas em todo o litoral paulista este ano e o ano passado também. Nós colocamos faixas orientando a população a não permanecer no mar quando estiver chovendo com trovoadas" - afirma o tenente.

Assuntos relacionados: Cartilha "Proteção contra raios".



CASAL MORREU EM BERTIOGA

Na tarde de ontem um casal de Itupeva, interior do Estado, caminhava de mãos dadas por uma praia de Bertioga, quando uma descarga atmosférica os atingiu. As vítimas foram socorridas ao pronto socorro da cidade, mas faleceram.

O engenheiro de alimentos Thiago Ribeiro da Costa e a enóloga Inês Marques Pestana da Cruz, que se conheceram nos Estados Unidos e casaram em 2009, passavam férias na casa de um amigo.

Pelo menos seis mortes provocadas por raios já foram registradas no país apenas neste ano.

Fontes: Portal do Governo do Estado / Portal Terra

6 de janeiro de 2013

Gerador feito com sucata de HD

Com muita criatividade, um bocado de conhecimento teórico, cálculos a perder de vista e disposição para arregaçar as mangas, um grupo de pessoas construiu geradores de eletricidade a partir de lixo eletrônico em comunidades remotas na Amazônia, reutilizando sucata de informática para levar luz para as casas de pessoas. Merecem aplausos!

Eles montaram dínamos caseiros usando poderosos ímãs retirados de HDs de computadores para criar um campo magnético necessário para gerar energia elétrica por indução em bobinas de fio de cobre feitas à mão. 

vista interna de um disco rígido de computador (Google Images)

A MONTAGEM DOS GERADORES

Primeiro eles cortaram uma placa de compensado de madeira no formato de um grande círculo e a fixaram em um dos lados de uma roda de bicicleta (foto) e por toda a volta desse círculo eles colaram, com os polos magnéticos bem alinhados, um bocado de ímãs de discos rígidos de computadores. 

Fizeram uma porção de bobinas de fios condutores de eletricidade bem finos e fixaram em outro círculo, que foi disposto face a face com o primeiro em um suporte onde a placa com as bobinas permanece imóvel e que está na roda de bicicleta, com os ímãs presos, gira paralela, quase a tocando.

Imagem capturada de vídeo da montagem do gerador

Depois foi só providenciar um jeito de colocar a roda para girar e captar a eletricidade nas pontas dos fios das bobinas e isso eles resolveram montando rodas-d'água em plataformas que flutuam em rios, como você pode conferir no vídeo abaixo.

  
vídeo do canal p2rca mostrando a montagem de geradores

Por estarem reaproveitando peças que iriam poluir o ambiente se fossem descartadas, eles chamam o processo de geração de energia limpadora. Com informações dos sites Peetssa e Na Borda / fotógrafo e cinegrafista Peetssa

4 de janeiro de 2013

Visite a nossa biblioteca virtual

Desde a noite de ontem estamos disponibilizando, na nossa página "biblioteca", diversos cadernos sobre educação ambiental de origem governamental, que podem ser acessados livremente e tratam de assuntos relevantes como gestão ambiental ecoturismo, águas subterrâneas, biocombustíveis, matas ciliares, resíduos sólidos,  mudanças climáticas, etc.

Começamos com dezessete títulos muito bons, que foram publicados pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e pretendemos atualizar sempre a nossa "estante virtual", para facilitar o seu acesso a informações importantes.

Aceitamos sugestões de obras para serem expostas em nossa biblioteca. 

Envie seu comentário com o endereço para acesso a livros, apostilas, cartilhas, manuais ou outros tipos de materiais que tratem de ecologia, meio ambiente e assuntos afins e que possam ser acessados livremente, sem restrições de senhas ou direitos autorais.

Fonte da imagem: diretório do Google Images

3 de janeiro de 2013

São Paulo luta contra as enchentes



O prefeito recém empossado de São Paulo recebe a cidade na época mais crítica do ano, marcada historicamente por enchentes, o que infelizmente ocorre mais pela ação do próprio homem do que por causas naturais.

Ontem Fernando Haddad convocou sua equipe para discutir medidas emergenciais que minimizem as cheias que fatalmente ocorrerão no período de verão, afinal a cidade foi construída sobre uma vasta planície alagadiça, invadindo a zona de transbordamento de vários rios e sempre haverá o risco de inundações. 


Ficou decidido na reunião que a limpeza de bueiros e tubulação de escoamento de águas das chuvas nos 132 pontos críticos da cidade onde os alagamentos são recorrentes deverá ser feita a cada duas semanas. 

Até o ano passado, além do intervalo entre as datas de limpeza ser de dois longos meses, não havia coordenação entre as empresas que fazem limpeza de bueiros e as subprefeituras, responsáveis pela manutenção das galerias, o que prejudicava ainda mais a sua manutenção - a partir de agora a limpeza de bueiros e galerias deverá ser simultânea, favorecendo o escoamento da água. 


MENOS LIXO NAS RUAS E TERRENOS 

Em locais com intensa circulação de pessoas como as ruas 25 de Março e Santa Ifigênia e os bairros Brás e Bom Retiro, deverão ser disponibilizados contêineres para que as empresas ali estabelecidas depositem seu lixo, evitando o acúmulo de sacos nas calçadas, que via de regra acabam sendo arrastados pela enxurrada e entupindo as bocas de lobo. 
"O lixo é muitas vezes depositado nas calçadas e nas ruas, à espera dos catadores. Muitas vezes, com as chuvas, não há tempo suficiente para as empresas coletarem esse lixo ou os catadores recolherem para reciclagem". (Fernando Haddad) 
A fiscalização será intensificada a fim de coibir abusos nessas áreas de comércio popular e em locais de deposição irregular de lixo e entulho conhecidos como pontos viciados. Os ecopontos, locais adequados para as pessoas colocarem lixo reciclável, deverão ter sua capacidade ampliada. 

A parte mais difícil é conscientizar uma minoria de pessoas mal educadas, sem o mínimo de consciência e senso de responsabilidade, que muitas vezes acaba provocando enchentes nas próprias casas e locais de trabalho por jogar lixo em locais inadequados ou mesmo por deixar os sacos na calçada fora dos dias e horários de coleta. 

DEFESA CIVIL E PARCERIA COM O IPT 

A Defesa Civil deverá ser reorganizada em cada uma das 31 subprefeituras e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas deverá firmar um contrato com a prefeitura para o monitoramento diário de 93 áreas de alto risco durante o período de chuvas intensas. O IPT já forneceu o mapeamento detalhado dessas áreas à prefeitura há um ano e meio.

Não é de hoje que São Paulo sofre com as cheias de verão, fato que pode ser comprovado através das fotografias antigas, ainda em preto e branco, que  encontramos no diretório de imagens do Google e publicamos com muita nostalgia e cujos locais fotografados muitos leitores reconhecerão.


Infelizmente não obtivemos a identificação de datas e nem dos autores das imagens. Caso você possua tais informações, queira por gentileza deixar um comentário nesta postagem.

AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO DE ENCHENTES
1. Coordenar ações de limpeza de ramais, galerias e bocas de lobo. Diminuir a periodicidade das limpezas de bimestral para quinzenal nos 132 pontos de reincidência de alagamento e nas “sub-bacias” de maior risco.
2. Estabelecer convênio entre a Prefeitura e a Sabesp para o uso de caminhões de “hidrojatos” no período de chuvas para reforçar a estrutura existente nas Subprefeituras.
3. Solicitar às concessionárias a instalação de contêineres em pontos estratégicos nas regiões do Brás, Bom Retiro, Santa Efigênia, 25 de Março e Pari para o despejo de lixo comercial em larga escala.
4. Dotar as Subprefeituras com estrutura de cavaletes, cones e faixas de sinalização, bem como planos de desvio de rota para atuarem emergencialmente em situações de alagamento até a efetiva operação da CET.
5. As concessionárias deverão providenciar caçambas de até 26 metros cúbicos, em número suficiente, nos Ecopontos, para evitar o depósito de resíduos em locais onde há risco dos detritos escorregarem para a via pública ou encostas de córregos.
6. Intensificar o monitoramento dos pontos de descarte de entulho irregular (pontos viciados). Promover, quando necessário, o recolhimento de entulho.
7. Por decreto, atribuir aos agrônomos das Subprefeituras o poder de emitir o laudo de autorização de poda de árvore.
8. Permitir, no período de enchentes, o deslocamento das equipes entre as regiões das subprefeituras para atender situações de emergência e/ou demanda acumulada.
9. Redimensionar e equilibrar a estrutura disponível para a Defesa Civil nas Subprefeituras e criar um corpo permanente de atendimento às emergências.
10. Reunir prontamente os subprefeitos e secretários envolvidos para repasse das novas orientações sobre a Defesa Civil.
11. Fazer o monitoramento e a limpeza manual e/ou mecânica dos córregos de maior incidência de chuva, evitando os pontos de estrangulamento.
12. Estudar a possibilidade de contratar imediatamente o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), por 120 dias, para que geólogos realizem o monitoramento dos locais mais críticos dentro dos setores avaliados como Risco Muito Alto (R4) das 407 áreas de risco mapeadas, reforçando as equipes da Defesa Civil.
13. O Centro de Gerenciamento de Emergências sairá da Secretaria de Infraestrutura Urbana e será subordinada à Defesa Civil, Secretaria de Segurança Urbana.
14. Ampliar o número de núcleos de Defesa Civil (líderes comunitários treinados para o mapeamento e alertas de área de risco).
15. Atualizar decreto que cria o Programa de Defesa Civil e a portaria que regulamenta o referido decreto. Ações preventivas serão institucionalizadas por decreto.
16. Acionar a cláusula contratual das concessionárias do lixo para a elaboração e execução de plano de comunicação para prevenção de enchentes.