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28 de dezembro de 2012

Aquecimento global é nossa culpa

Organizações de interesses questionáveis que apontam os ecologistas e ambientalistas como radicais e os acusam de alardear o catastrofismo estão mais uma vez sendo desmentidos.

Um relatório preliminar do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC/ONU) que deve ser concluído no início do ano aponta de novo o homem como principal responsável pelas recentes mudanças climáticas que têm provocado catástrofes em todo o planeta.

Destruição provocada por tsunami em Kesennuma no Japão (Foto Yomiuri - Reuters)

Os especialistas concluíram que pelo menos metade das alterações do clima observadas recentemente são consequência da atividade humana.

O aquecimento global que começa a se tornar perceptível para todos está sendo provocado especialmente pela queima de combustíveis fósseis como o petróleo e o carvão. A elevação do nível dos oceanos, consequência do derretimento de geleiras, está ocorrendo 60% mais depressa do que foi previsto há cinco anos.

PAÍSES MAIS RICOS REJEITAM KYOTO

A conscientização humana para as consequências danosas que as suas atividades provocam no meio ambiente levou 84 países a assinarem um compromisso rígido para a redução de emissão de gases causadores do efeito estufa, conhecido como Protocolo de Kyoto.

Embora tenham um aumento acelerado na participação de emissão desses gases nos últimos anos, os países em desenvolvimento que se comprometem com as metas propostas pelo acordo internacional provocam juntos apenas 15% de toda a poluição global.

Os Estados Unidos, que não têm comprometimento com a saúde do planeta, sempre se recusaram a assinar o acordo para redução da poluição e outros países ricos e grandes poluidores como Japão, Rússia e Canadá desistiram recentemente.

RESPONSABILIDADE É MAIOR QUE IMAGINADA

Desde a revolução tecnológica ocorrida no século passado, as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera aumentam em progressão geométrica, elevando a retenção de calor refletido da superfície terrestre e provocando desastres ecológicos cada vez mais frequentes e mais intensos, muitos irreversíveis.


Pintura do artista Enilson Meira retrata enchente em Brumado (BA) no ano de 1968

Em relatório anterior, divulgado em 2007, foi previsto que o nível dos oceanos poderia aumentar até 59 centímetros até o final deste século, previsão revista agora para um aumento que pode chegar a 82 centímetros.

Cidades em baixas altitudes como Buenos Aires, Londres, Nova Iorque e Bangladesh podem sofrer severamente com o aumento de ondas e tempestades, erosão na costa e grandes inundações.

Cientistas e analistas ambientais em todo o globo concordam com essa possibilidade e aqui perto, na USP (Universidade de São Paulo), um estudo coordenado pelo professor Paolo Alfredini mostra que entre 1944 e 2007 o nível do Oceano Atlântico subiu 74 centímetros no nosso litoral. As projeções deste e de outros estudos são menos otimistas que as da ONU e preveem um aumento de até mais um metro até o fim do século.

Anteriormente se previa que até o ano 2100 as temperaturas médias globais poderiam aumentar em até 2ºC (graus Celsius), hoje esses números estão sendo revisados e a estimativa chega a 4,8ºC.

Alguns cientistas consideram que o patamar anterior (dois graus Centígrados ou Celsius) era o máximo suportável pelos ecossistemas do planeta sem que ocorressem alterações extremas no clima.

Tais alterações, que já estão ocorrendo e são sentidas em diversas partes do mundo e inclusive no Brasil, compreendem secas severas, inundações, temperaturas extremas, desertificação e outros impactos que põem em risco a sobrevivência de espécies, o cultivo de alimentos, a segurança, o conforto e a saúde das pessoas.

Fontes: Reuters, iG e outros

27 de dezembro de 2012

População joga lixo na prefeitura

Um grupo de moradores da cidade de Várzea Paulista, interior de São Paulo, jogou centenas de sacos de lixo na frente do prédio da prefeitura anteontem à noite, em protesto contra a paralisação do serviço de coleta. Foram precisos quatro caminhões para remover o lixo deixado no local.

imagem da TVJJ mostra pessoas jogando lixo diante da prefeitura

Na sexta-feira, dia 21, funcionários da empresa responsável pela limpeza pública entraram em greve por atraso no pagamento de salários, mas algumas pessoas garantiram que há semanas a coleta está irregular e os resíduos já se acumulavam nas ruas.

MAU CHEIRO E INSETOS INVADIRAM A CIDADE

Sem coleta de resíduos domésticos, a cidade ficou com as calçadas repletas de sacos muito bem vigiados por moscas e o chorume escorria pelo chão, impregnando o ar com um fedor insuportável, situação agravada pela fumaça, já que vários moradores preferiram queimar seu lixo. Restou ao povo o protesto.

O responsável pela empresa coletora admitiu à reportagem do Jornal de Jundiaí que recentemente caminhões tiveram problemas mecânicos e um coletor afirmou que devido ao estado dos veículos, será preciso mais de um mês para a normalização do serviço.

A coleta de lixo não é de graça, nem é um favor que a prefeitura faz pelo cidadão, ela é paga anualmente através da "Taxa de Limpeza Urbana", cobrada junto com o IPTU. Recentemente a administração municipal de Várzea Paulista antecipou a cobrança desse tributo referente a 2013, provocando polêmica e forte manifestação popular.

Amplificador ecológico para iPhone

Dois amigos de Los Angeles, nos Estados Unidos, resolveram unir sua criatividade e conhecimentos em arte, design e arquitetura, criando a empresa Eco-Made para desenvolver produtos considerados ecologicamente corretos, usando materiais recicláveis e estimulando a economia local.

O primeiro projeto "verde" resultante dessa parceria é o eco-amp®, um amplificador passivo feito em papel cem por cento reciclável, destinado a aumentar naturalmente o volume do som do alto falante do seu iPhone (modelo 4 e 4S) em até 30 dB (decibéis), sem qualquer consumo adicional de energia. 

O design do eco-amp® lembra os antigos gramofones, ele é  e fácil de montar e de usar, basta ser encaixado no aparelho e pronto.

Para agradar à variedade de gostos dos clientes, a empresa disponibiliza o "acessório verde" em 24 diferentes opções de estampa, impressa com tinta à base de soja.

26 de dezembro de 2012

Conheça a UIPA Jundiaí

Graças ao empenho do deputado estadual Pedro Bigardi na Assembléia Legislativa paulista, a organização UIPA Jundiaí recebeu o merecido reconhecimento do governo de São Paulo, sendo declarada “entidade de utilidade pública estadual”, com isso ela poderá firmar convênios com o poder público, fortalecendo seu importante trabalho. 

A ONG trabalha na proteção e resgate de animais, estímulo à adoção responsável, prevenção aos maus tratos e ao abandono e outras formas de assegurar dignidade e amor aos bichinhos. 

O deputado estadual Pedro Bigardi, eleito prefeito para o mandato 2013-2016 em Jundiaí, conseguiu também a aprovação de projeto que destinará R$ 50.000,00 à UIPA para a compra de um veículo próprio.  

O convênio foi assinado no final de novembro pelo deputado Bigardi e pela presidente da ONG, Carmela Panizza, que falou sobre a importância da conquista: 

“Em mais de 20 anos de entidade, nunca tivemos carro próprio para transporte dos animais, sempre utilizamos os nossos próprios veículos. Essa emenda irá contribuir muito com o nosso trabalho”. 

A UIPA Jundiaí tem alto custo de manutenção (cerca de 20 mil por mês) e sobrevive graças à boa vontade das pessoas que fazem doações e das que trabalham voluntariamente, tendo ainda o apoio da administração municipal (leia adiante). 

Conheça a ONG para saber o que você pode fazer para ajudar. A sigla UIPA significa União Internacional Protetora dos Animais.


UIPA JUNDIAÍ
Avenida Antonio Maziero, 1240
Ivoturucaia - Jundiaí - SP
CEP 13.218-748
(11) 9 9936 3470

O texto abaixo foi baseado em publicação datada de 17 de setembro de 2012 no site www.uipa.com.br, relacionado à UIPA Jundiaí (acesse neste link) e resume a luta da entidade para salvar vidas, apesar dos revezes. Leia com muita atenção.

A HISTÓRIA DA UIPA
Desde 1988 numa árdua luta para salvar os animais.
Incansáveis forças cotidianas desenvolvidas em trabalhos voluntários desde 1988 numa luta árdua para salvar os animais que eram mortos no canil da Prefeitura.
Muita determinação e coragem foram expressas em ações efetivas, recolhendo, mantendo, salvando e doando cães e gatos que eram descartados e eliminados pela crueldade humana quer dos proprietários, quer do Poder Público que os eliminava com choque.
Trabalho real e eficiente foi realizado voluntariamente pelos membros da UIPA durante 4, 5 anos, usando o recinto do canil municipal no bairro Anhangabaú, inclusive mantendo o local limpo com verba colocada dos bolsos dos voluntários e associados de nossa entidade. 
Em 1991 a UIPA se mudou para sede própria no distante bairro de Ivoturucaia, onde a persistência e o verdadeiro amor pelos animais foi demonstrada, pois o local distante e de difícil acesso já dificultava e muito o desenvolvido dos trabalhos (inclusive o de doação de cães) e onerava mais ainda os recursos próprios dos voluntários e também da nossa associação. 
Foram dias, meses e anos de trabalhos contínuos, sacrificados desde manhãzinha quando saíamos de nossas casas para transportar animais até as clínicas veterinárias para serem castrados e depois, no mesmo dia, os pegávamos de volta para alojá-los novamente no canil e, ainda no mesmo dia dávamos assistência a tantos outros que lá estavam abrigados. 
(Nesse parágrafo deixamos registrado o eterno agradecimento a Dª Zenita Santos Pereira de Souza, in memorian, uma vez que foi batalhadora constante e incansável em momentos difíceis da nossa causa). 
Todas as ações citadas foram realizadas com recursos próprios das voluntárias . De 1998 a 2008 se passaram vinte anos sem que a entidade fosse vista como importante para a cidade, uma vez que realizava serviço que teria de ser desenvolvido pela saúde pública. 
Durante 20 anos o trabalho foi realizado por associação particular que somos nós, da UIPA. 
Em 2008 a Diretoria da entidade finalmente conseguiu sensibilizar o Prefeito Municipal ARY FOSSEM, que firmou convênio com a UIPA, começando a repassar uma verba de R$ 5.000,00 a partir de agosto daquele ano. 
A nossa entidade, para manter os animais abrigados, gasta por mês de R$ 18.000,00 a R$ 20.000,00 (conforme balancete). 
Em 2012 a Prefeitura Municipal anunciou através do Jornal da Cidade do dia 10 de março, em manchete, intitulada "PREFEITURA ABRE O COFRE PARA AJUDAR OS ANIMAIS ABANDONADOS (em 1ª página) e, na coluna dos assuntos gerais, o título da matéria foi "UIPA DEVERÁ TER AUMENTO DE SUBVENÇÃO DA PREFEITURA".
Enfim, as frases foram publicadas e o cofre não foi aberto. O valor do reajuste para o período de agosto/12 a agosto/13 foi de R$ 271,43. O valor recebido de agosto/11 a julho/12 era de R$ 5.584,91 e foi para R$ 5.856,34. 
Assim, continuamos fazendo o trabalho da formiguinha, recolhendo grão por grão de ração, de arroz, de moedas para sustentar os animais abandonados de Jundiaí. O demais comentado não passa de propostas não realizadas.

Alternativas para levar a luz para todos

O Programa Luz Para Todos, criado em 2003 no governo Lula e mantido pela presidente Dilma Rousseff, tem por objetivo universalizar o acesso à energia elétrica aos lares brasileiros.

Inicialmente se previu a conclusão do projeto até 2008, mas ao longo das atividades, percebeu-se que a quantidade de brasileiros sem luz e as dificuldades para chegar com a eletricidade até suas casas eram maiores do que o imaginado.


Segundo dados do Ministério das Minas e Energia, até hoje o Governo Federal investiu algo em torno de R$ 20 bilhões, atendendo a mais de 3 milhões de moradias, possibilitando às pessoas desfrutarem de conforto com o uso de iluminação e aparelhos elétricos. 


O Censo de 2010 apontava cerca de 378 mil casas sem luz no país, mas a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) acaba de divulgar levantamento das distribuidoras de energia concluído no último dia 18, mostrando que o Brasil tem ainda aproximadamente um milhão de moradias nessa condição, quase três vezes o número censitário. 

As casas que ainda estão no escuro ficam em locais de acesso extremamente difícil e o custo médio para levar energia a cada uma delas através de quilômetros e mais quilômetros cabos tradicionais e milhares de postes é estimado em aproximadamente R$ 17.300,00.

Família dispõe de painel solar em habitação remota (Foto: Genesis Energia)

Os Estados do Pará e Bahia concentram a metade dos cidadãos não atendidos pelo Programa e como as distribuidoras não podem comprometer mais de 1% do montante arrecadado em tarifas para as obras de ampliação, o prazo pode vir a ser estendido. 

ALTERNATIVAS PARA PRODUZIR ENERGIA

A instalação por fios em longa distância é inviável não apenas pelo alto custo e pelo tempo demandado em obras, também são empecilhos os obstáculos naturais como matas, rios, vales e montanhas e o próprio impacto ambiental que as redes de energia tradicionais produzem. 

Existem exemplos de boas alternativas que em situações como estas são muito mais interessantes, tais como o uso de painéis fotovoltaicos (energia solar) e aerogeradores (energia eólica), geradores a diesel ou gasolina, micro-usinas hidrelétricas, entre outras.

Na imagem abaixo, divulgada pela ANEEL, observa-se uma miniusina de geração de energia fotovoltaica instalada em uma comunidade amazonense, em um dos vários projetos piloto que integram o Programa Luz Para Todos.

Painéis solares no Amazonas (Foto: Clic Notícia)

FOGÃO QUE PRODUZ ELETRICIDADE

Uma empresa brasileira já produz um fogão a lenha dotado de uma caldeira de água que, durante o preparo dos alimentos, gera vapor e movimenta uma turbina acoplada a um gerador de energia, a qual é armazenada em uma bateria capaz de manter em funcionamento um refrigerador por 24 horas e um televisor, um rádio e algumas lâmpadas a LED por algumas horas. 

Esse aparelho tem custo em torno de um terço do que custaria em média a instalação elétrica por cabos em comunidades remotas, foi distribuído gratuitamente pelo Governo do Acre para muitas famílias através da Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento” (BID). 

Fogão Geralux genuinamente brasileiro produz eletricidade (Imagem: BMG)

24 de dezembro de 2012

Rua arborizada é tudo de bom

Rua arborizada em Lisboa (Foto: viverlisboa.org)

Morar na cidade, em uma rua asfaltada e iluminada é hoje mais que uma necessidade ou desejo, é um estilo de vida para a maioria das pessoas, mas nem todos atentam para um item tão importante quanto o asfalto e as luzes da rua: as árvores. 

A arborização das cidades pode amenizar o incômodo causado pelo excesso de radiação solar, aumentar a umidade e deixar o ar mais fresco, proporcionando conforto térmico e sensação de bem estar.

As árvores mantém a estabilidade do micro-clima, filtram gases poluentes como os emitidos pelos automóveis, retém poeira incômoda, servem como barreiras visuais - proporcionando mais privacidade - e para o excesso de vento, abafam o ruído, retardam o escoamento de água de chuva, amenizando a erosão e as enchentes e podem influenciar no regime pluvial. 

É importante lembrar que o aumento de infiltração de água no solo proporcionado pela presença de árvores ajuda a manter vivas as nascentes.

As árvores podem servir de abrigo para pássaros que se alimentam de pequenos insetos, contribuindo para o equilíbrio ecológico do entorno e evitando a proliferação de pragas e agentes causadores de doenças.

Além de tudo, uma cidade arborizada é mais bonita, agradável de ver, sendo inquestionável a importância estética e paisagística que tem uma árvore, faz bem inclusive para a mente.  Uma casa em uma rua arborizada é sempre mais valorizada. Quem não gosta de uma sombra?

21 de dezembro de 2012

Mar Morto - um lugar fascinante

Existe um lugar único na Terra. E corre o risco de desaparecer! O nível da água do Mar Morto está abaixando a uma velocidade nunca antes observada, chegando a diminuir cerca de um metro e meio só no ano passado.

O Mar Morto, no deserto da Judéia, é um lugar único e fascinante de nosso planeta e é na verdade um gigantesco lago de águas salgadas, muito salgadas. A concentração de sal no Mar Morto é de aproximadamente 340 gramas por litro de água, mais de dez vezes a quantidade encontrada nas águas oceânicas. É esse sal todo que faz com que a água fique tão densa a ponto das pessoas boiarem com facilidade.

Consideradas o ponto mais baixo do planeta em terra firme, suas praias estão a 417 metros abaixo do nível médio dos oceanos e nos últimos anos o volume de água desse incrível lago tem sofrido uma redução acelerada, parte devido às secas intensas que afetaram a região, parte à drenagem para irrigação agrícola feita no Rio Jordão, reduzindo o fluxo de água que chega até o mar a um volume inferior ao que evapora.


O sal é tanto que forma cristais (Foto: Israel Stock Photo)

O Rio Jordão é aquele em que, segundo a bíblia cristã, Jesus teria sido batizado por João e não é a única fonte de reposição para o grande lago salgado, mas é a mais importante.

Recentemente realizou-se uma expedição de pesquisas científicas no fundo do Mar Morto e os mergulhadores ficaram maravilhados ao encontrar diversas fontes de água doce fluindo de fendas e formando corrente junto ao seu leito profundo.

ÁGUAS MEDICINAIS E TURISMO 

O nome “Mar Morto” se deve exatamente pela sua extrema salinidade, que impede a sobrevivência de animais e plantas aquáticas. 

Mas a mesma salinidade que impede a sustentação da vida (exceto de alguns microrganismos) é vista como um meio de cura para muitas doenças, levando um grande número de pessoas enfermas a se banharem no Mar Morto.

A lama escura existente em seu leito também é considerada curativa e nutritiva para a pele, levando as pessoas a cobrirem com ela os seus corpos em busca de boa saúde. Também há relatos de seu uso em cosméticos.

Lama negra teria propriedades medicinais (Foto: Berencsi Gergely)

A estrutura hoteleira muito boa para o turismo e atividades culturais, religiosas, históricas e esportivas para preencher todas as horas do dia, tornam muito fácil desfrutar de momentos agradáveis às margens desse mar incrível e misterioso. 

Estrutura de turismo junto ao Mar Morto (Foto: Nicola e Pina Giordania)

Quando for viajar para a Palestina, Jordânia ou Israel, reserve um tempinho para conhecer o Mar Morto e flutuar em suas águas cristalinas, antes que ele desapareça.

20 de dezembro de 2012

Apresentação do Instituto Arabá

O Instituto Arabá tem a missão de cooperar para que o lugar em que vivemos seja bom para nós, para todos os seres viventes e para o planeta, nesta e nas futuras gerações, praticando e e disseminando boas práticas ambientais.

Foto: José Carlos Ibualamo

Você tem uma ideia legal totalmente nova ou viu em algum lugar que algo de muito interessante está sendo feito pela natureza e pela qualidade de vida e quer compartilhar com a gente?

Escreva aqui a sua opinião, poste as imagens, os links, reproduza pequenos trechos de notícias, divida conosco as coisas boas que você sabe, pensa e quer para nós todos vivermos melhor.

Se você tem um projeto bacana que gostaria de ver sendo executado, que tal mandar pra gente? Deixe o seu recado e vamos trocar ideias.

Nós temos a satisfação de contar com esta ferramenta multimídia para nos conectarmos a você e também podermos compartilhar nosso conhecimento, nossas ideias e nossas opiniões e divulgarmos coisas legais e úteis nesta página.

A natureza agradece a cooperação de todos nós.

Um natal maneiro pra você


O blog Serra Abaixo deseja a você um Natal muito louco, comemorando com amigos e família o nascimento de Jesus e um ano novo irado, porque depois de sobreviver ao Fim do Mundo sem nenhum arranhão, você merece é curtir muitão.

Torço para que você continue lendo muito, sempre se informando muito bem, pensando bastante, questionando a veracidade das informações que chegam até você, escolhendo bem os candidatos em quem vai votar e principalmente fiscalizando o trabalho dos eleitos e cobrando deles as ações e os resultados que a sociedade espera e precisa.

Estamos prevendo que no próximo ano você vai se revoltar muito mais do que neste, com muitos casos escandalosos de corrupção, safadeza, pilantragem, canalhice e maracutaia dos políticos que você mesmo elegeu e vai se sentir um idiota, por trabalhar duro e por pagar religiosamente seus impostos, taxas... (quem sabe até propinas).

Sei lá se o blog vai continuar em 2013, porque a correria anda atrapalhando meu trabalho; acho que não, mas valeu esse tempo que a gente se informou, se divertiu e se indignou juntos.

A foto do Papai Noel aí ao lado está disponível no diretório do Google Images.

17 de dezembro de 2012

Cadeias privatizadas no Brasil

Uma nova proposta de gestão de presídio deve começar a ser experimentada já a partir do mês de janeiro no Estado de Minas Gerais. A pequena Ribeirão das Neves, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, verá funcionar o primeiro de cinco presídios de um complexo penitenciário construído e administrado por um consórcio formado por empresas privadas.

ilustração de como será o complexo penitenciário (imagem: INAP)


"Ribeirão das Trevas", como pejorativamente é chamada a cidade, já conta com outras cinco unidades prisionais comuns e será a pioneira na experimentação do novo modelo de Parceria Público Privada (PPP). O consórcio GPA irá tentar fazer o que o governo não consegue: a ressocialização das pessoas acusadas de cometer crimes.

Está em fase final a construção dos dois presídios destinados a abrigar pessoas condenadas sob regime semiaberto e três para regime fechado, ampliando em mais de 3000 a disponibilidade de vagas no sistema prisional mineiro.

Os novos estabelecimentos serão dotados de celas individuais e coletivas, sendo estas para no máximo quatro ou seis detentos, sendo exigido no contrato que esse número seja respeitado. Cada presídio terá até seis oficinas diferentes de trabalho, sendo previstos o oferecimento de educação e terapia ocupacional aos ressocializandos.


detentos trabalhando em outra unidade prisional (imagem: INAP)

Integram o consórcio GPA as empresas CCI Construções, Grupo Tejofran, Power segurança, Construtora Augusto Veloso e NF Motta e o INAP - Instituto Nacional de Administração Prisional.

Um complexo semelhante ao de Ribeirão das Neves está em construção pelo Consórcio Reintegra Brasil em Itaguatinga, no Estado de Pernambuco.

detentos trabalhando em outra unidade prisional (imagem: INAP)

SERÁ O FIM DOS CELULARES NAS CADEIAS?

Nas últimas semanas a imprensa nos bombardeou com um problema antigo e muito bem conhecido pelos governantes, que é a presença de telefones celulares em presídios e as consequências de seu uso por detentos na coordenação de atividades ilícitas que acontecem do lado de fora das muralhas para manter status e mordomias para uns poucos que estão do lado de trás.

Nem é preciso ser muito inteligente e nem muito criativo para imaginar como os aparelhos celulares chegam às mãos dos presos e nem é preciso ter senso crítico tão apurado para questionar a responsabilidade dos governos sobre isso.

Com a privatização da administração prisional, espera-se que a entrada ilegal de drogas e bebidas e de aparelhos de comunicação, senão completamente impedida, seja ao menos minimizada, já que qualquer criança de seis anos de idade sabe que as empresas privadas costumam ser melhor administradas que os órgãos dos governos, cujos cargos diretivos obedecem a critérios políticos e não de competência e experiência. Aguardemos para ver.